Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Indecisa do Costume

17.01.20

...


A Indecisa do Costume

Relacionamentos são mais complicados do que parecem, só quem está dentro sabe tudo o que tem que segurar para levar adiante algo que, talvez já nem faça mais tão bem assim. O medo de ficar sozinho geralmente é maior do que a vontade de mandar pra puta que pariu o que não está a fazer-nos bem. O medo da suposta solidão, supera a vontade de esperar por alguém melhor e que nos valorize da forma que merecemos. Mas chega um momento que nos cansa... Cansamos de procurar, cansamos de fazer questão, de correr atrás, de demonstrar o sentimento mais bonito para alguém que, simplesmente não dá a mínima. A gente cansa de insistir em algo que todos ao redor já viram e já nos avisaram que não está a dar certo, mas as lembranças do que foi um dia e a esperança de tudo voltar a ser como era antes são maiores do que a força de acreditar que aquele relacionamento bonito do início, agora está uma bosta e está magoando ambas as partes. Quando nos cansamos de procurar, cansamos de insistir, enchemo-nos de razão achando que o outro não presta, que o outro não faz questão, que o outro já tem até outra pessoa, mas não paramos pra pensar que o outro pode ter se cansado antes de nos, não paramos pra pensar que o outro pode ter tentado diversas vezes nos avisar que aquela relação fracassou, mas nos sempre tão cheios de esperança não percebemos. Um “fim” nunca tem só um culpado, um “fim” tem circunstâncias, tem fases, tem sofrimento, tem sinais que muitas vezes passam despercebidos. Passamos despercebidos porque ninguém gosta de aceitar na boa o maldito “fim”. Ninguém gosta de assumir falhas, pedir perdão, agradecer e seguir em frente com o máximo de maturidade possível, como deveria ser. Ninguém gosta de ser maduro na hora do fim. É mais fácil culpar o outro, é mais fácil dizer que o outro não tentou, que o outro fez pouco caso, que o outro não amava. É mais fácil ficar remoendo mentiras do que admitir a real verdade. Tudo bem que sempre vai ter um que vai sofrer mais do que o outro, mas lembra-te: tem pessoas que terminam pelo bem de ambas as partes e não porque sentem menos. Às vezes, desistir é um gesto de coragem. Boa noite!

fimm.jpg

 

1 comentário

Comentar post